Minha carta para Maria Luisa
Meu docinho,
Eu não sei se algum dia vou conseguir colocar em palavras tudo que eu sinto por você, mas eu vou tentar, porque você merece saber. Às vezes parece que meu coração entende tudo antes da minha cabeça conseguir organizar.
Eu acho que me apaixonei pela pessoa que já era meu lugar seguro.
Antes de qualquer coisa, você era minha melhor amiga. Era a pessoa com quem eu queria conversar, estudar, rir, ver filme, falar besteira, mandar foto, contar as coisas do meu dia e ficar em call mesmo sem assunto. Eu só não tinha entendido ainda que aquilo já era amor crescendo quietinho. A gente foi se aproximando sem perceber, criando uma confiança que eu nunca tive com ninguém.
Eu amo você por completa, Maria. Não é só o seu rosto, o seu corpo, a sua voz ou o jeito que você me chama de amor quando está quase dormindo. Eu amo a sua forma de existir. Amo sua inteligência, sua sensibilidade, seu jeito engraçado, sua fé, sua intensidade, sua timidez, suas inseguranças, seu carinho, sua força, suas manias, seu jeito de se preocupar comigo e até quando você digita tudo errado de sono. Eu amo a Maria inteira, até as partes que você acha difíceis de amar.
Você me faz sentir coisas que eu nunca senti antes. Eu nunca tinha amado assim. Nunca tinha sentido essa vontade de proteger alguém, de cuidar, de estar perto, de construir futuro. Com você eu penso em coisas que antes pareciam distantes te encontrar, olhar nos seus olhos, dizer que te amo pessoalmente, andar de mãos dadas, cozinhar contigo, ver filme, estudar junto, conhecer sua família, ter uma casa, uma cozinha grande, dormir abraçado, envelhecer do seu lado.
Eu te amo muito, Maria. Muito mesmo.
Com todo o amor que eu consigo colocar nessas palavras,
Warley